A MEDIAÇÃO SEMIÓTICA NO PROCESSO DE ALFABETIZAÇÃO DE SURDOS

The semiotic mediation on the process of teaching deaf people how to read and write

Fatima Ali Abdalah Abdel CADER
Maria Helena FÁVERO

RESUMO: A linguagem gestual nasceu da necessidade que as pessoas surdas tem de se expressar no seu contexto sócio-cultural. Esse tipo de linguagem encontra-se sistematizado atualmente, de modo que cada país possui uma língua de sinais específica. Baseados no processo de mediação semiótica, vários estudos têm demonstrado que a escolarização de crianças surdas deve considerar toda a sua experiência lingüística e, conseqüentemente, a importância da língua de sinais como ferramenta de alfabetização vem crescendo. Baseando-se nesses estudos, realizou-se uma intervenção de natureza psicopedagógica, com o objetivo de alfabetizar um grupo de seis crianças, portadoras de deficiência auditiva congênita, utilizando-se a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS), a expressão gestual, a leitura labial e a oralização. Ao longo do período da intervenção, verificaram-se progressos em todos os aspectos do desenvolvimento das crianças, bem como em relação à sua socialização e à sua auto-estima. Acredita-se que os resultados alcançados reflitam a interação significativa entre os agentes envolvidos no processo de aprendizagem, propiciada pelo uso irrestrito de toda e qualquer forma de comunicação.

PALAVRAS-CHAVE: Surdo; deficiência auditiva; alfabetização; mediação semiótica; educação especial.

Fim do Texto

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